Em 2021, o Brasil registrou mais de 15,5 mil mortes por suicídio — aproximadamente uma a cada 34 minutos, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. No mundo, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses números ajudam a dimensionar por que o Setembro Amarelo nas empresas não deveria ser tratado apenas como mais uma data no calendário de Comunicação Interna.
Cartazes, palestras, comunicados e rodas de conversa podem abrir espaço para um tema que ainda enfrenta estigma. Mas existe uma pergunta importante para RH e Comunicação Interna: o que acontece quando setembro acaba?
Para empresas que desejam construir ambientes de trabalho mais saudáveis, o desafio está em transformar conscientização em uma prática contínua de comunicação, escuta e mobilização.
E essa discussão ganhou ainda mais relevância em 2026, com a entrada em vigor das mudanças da NR-1 relacionadas aos fatores de riscos psicossociais no trabalho.
Resumo em uma frase: o Setembro Amarelo nas empresas funciona como ponto de partida de conscientização, mas reduzir risco psicossocial de fato — inclusive para se organizar diante da NR-1 — exige comunicação interna contínua, lideranças engajadas, canais de escuta permanentes e mensuração de participação ao longo de todo o ano, não apenas em setembro.
Índice
- O que é o Setembro Amarelo?
- Por que o Setembro Amarelo nas empresas não pode ficar só na campanha?
- NR-1 e riscos psicossociais: o que mudou para as empresas em 2026?
- Campanha pontual x Comunicação Interna contínua
- Como fazer o Setembro Amarelo nas empresas sustentar o cuidado durante todo o ano?
- Como a Comunitive pode apoiar essa estratégia?
- Comunicação contínua também ajuda a fortalecer acolhimento e cultura
- Perguntas frequentes sobre Setembro Amarelo nas empresas
- Resumo rápido
O Setembro Amarelo é a campanha nacional de prevenção ao suicídio e de conscientização sobre saúde mental
O Setembro Amarelo é a campanha nacional de prevenção ao suicídio e de conscientização sobre saúde mental, difundida no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
A campanha ganhou notoriedade nacional a partir de 2013 e, desde 2014, ABP e CFM atuam juntas em sua divulgação no país.
O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Mas a própria campanha brasileira reforça um ponto importante: a iniciativa acontece durante todo o ano.
Isso também deveria servir como referência para as empresas.
Falar sobre prevenção e saúde mental em setembro pode ajudar a ampliar a conscientização e reduzir estigmas. Mas promover um ambiente de trabalho saudável exige continuidade.
A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos e reforça que os fatores associados ao suicídio são múltiplos, envolvendo aspectos sociais, culturais, biológicos, psicológicos e ambientais.
Por isso, saúde mental não deve ser tratada pela Comunicação Interna como um assunto isolado ou responsabilidade exclusiva de uma campanha.
É um tema que pede informação responsável, redução de estigmas, acesso aos canais adequados de apoio e uma cultura em que pedir ajuda seja possível.
Importante: pessoas que estejam passando por sofrimento emocional ou precisem conversar podem entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188, gratuitamente e 24 horas por dia.
Por que o Setembro Amarelo nas empresas não pode ficar só na campanha?
Imagine esta sequência:
- 1º de setembro: a empresa muda os banners dos canais internos.
- 5 de setembro: publica um conteúdo sobre saúde mental.
- 10 de setembro: promove uma palestra.
- 30 de setembro: a campanha termina.
- 1º de outubro: tudo volta ao normal.
A intenção pode ser boa. O problema está na estrutura.
Saúde mental no trabalho não começa no primeiro dia de setembro e também não desaparece quando o mês termina.
Sobrecarga, relações de trabalho conflituosas, falta de clareza, assédio, baixa autonomia, pressão excessiva e outros fatores relacionados à organização do trabalho podem estar presentes durante os 12 meses do ano.
Da mesma forma, os colaboradores precisam saber continuamente onde encontrar informações, quais recursos a empresa oferece e quais canais podem ser acionados quando precisarem de apoio.
Existe ainda outro desafio: comunicar não significa necessariamente mobilizar.
Um comunicado pode ter sido enviado para toda a empresa e, ainda assim, ter gerado pouco impacto.
O Employee Communications Report 2025, da Gallagher, mostra que 49% dos profissionais de Comunicação Interna apontam falta de tempo e capacidade das equipes como uma barreira de alto impacto.
Além disso:
- 41% citam a comunicação ineficaz dos gestores;
- 39% apontam falta de direcionamento claro da alta liderança;
- 38% mencionam falhas na comunicação dos principais líderes.
Ao mesmo tempo, melhorar a comunicação dos gestores é prioridade para 53% dos profissionais pesquisados, enquanto aumentar a visibilidade da alta liderança aparece como prioridade para 47%.
O recado para campanhas de saúde mental é importante: não basta o time de Comunicação Interna falar. A liderança precisa participar.
Uma campanha ganha força quando deixa de ser apenas conteúdo e começa a provocar comportamentos.
Em vez de limitar a mensagem a:
“Leia nosso conteúdo sobre saúde mental.”
a Comunicação Interna pode incentivar ações como:
“Conheça os canais de apoio disponíveis, participe da conversa, responda à pesquisa e saiba onde buscar orientação quando você ou alguém próximo precisar.”
É essa mudança que ajuda a transformar comunicação passiva em participação.
NR-1 e riscos psicossociais: o que mudou para as empresas em 2026?
A discussão sobre saúde mental no trabalho ganhou uma nova dimensão em 2026.
A Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, alterou a NR-1 e incluiu expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Após a prorrogação promovida pela Portaria MTE nº 765, de 15 de maio de 2025, a nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 entrou em vigor em 26 de maio de 2026.
Na prática, as organizações precisam considerar os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho dentro do processo de gerenciamento de riscos ocupacionais.
E aqui existe uma distinção importante:
A NR-1 não tornou o Setembro Amarelo obrigatório.
O que a norma estabelece é a necessidade de identificar, avaliar e gerenciar fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho dentro do GRO e do PGR.
Ou seja: fazer uma campanha em setembro não equivale a cumprir a NR-1.
Da mesma forma, colocar um cartaz sobre saúde mental na parede não substitui uma análise das condições e da organização do trabalho.
A Comunicação Interna tem um papel importante nesse contexto, mas não atua sozinha.
RH, Pessoas e Cultura, Saúde e Segurança do Trabalho, lideranças e profissionais especializados precisam trabalhar de forma integrada.
A Comunicação Interna pode contribuir para:
- tornar orientações mais claras;
- divulgar recursos disponíveis;
- ampliar o alcance das iniciativas;
- mobilizar lideranças;
- estimular participação;
- criar espaços de escuta;
- acompanhar adesão às ações.
Mas ela não substitui a avaliação técnica nem o gerenciamento dos riscos psicossociais.
Em outras palavras: comunicação é parte da mobilização. Não é substituta da gestão do risco.
Setembro Amarelo nas empresas: campanha pontual x Comunicação Interna contínua
Uma boa campanha pode abrir a conversa.
Uma boa estratégia de Comunicação Interna mantém essa conversa viva.
Na Comunitive, essa lógica pode ser entendida a partir de uma tríade: Comunicação + Engajamento + Reconhecimento.
A Comunicação cria clareza. O Engajamento transforma informação em participação. O Reconhecimento reforça comportamentos positivos e incentiva sua continuidade.
Quando esses três elementos funcionam em loop, uma iniciativa deixa de depender de uma única data para continuar relevante.
| Campanha pontual | Comunicação Interna contínua |
|---|---|
| Concentra ações em setembro | Mantém conteúdos e iniciativas ao longo do ano |
| Prioriza transmissão de informação | Combina informação, participação e escuta |
| Liderança aparece em uma palestra ou comunicado | Liderança participa e reforça mensagens continuamente |
| Mede visualizações e presença | Acompanha alcance, participação e ações realizadas |
| Aborda saúde mental como tema de calendário | Integra bem-estar à experiência do colaborador |
| Utiliza canais predominantemente unidirecionais | Cria oportunidades de feedback e participação |
| Termina quando a campanha acaba | Aprende com os dados e ajusta as próximas ações |
E é aqui que a gamificação também pode entrar. Mas com bastante responsabilidade.
Gamificar uma campanha de saúde mental não significa transformar saúde mental em competição.
Não faz sentido, por exemplo, premiar alguém por relatar sofrimento emocional, compartilhar informações pessoais ou expor uma condição de saúde.
A gamificação pode ser aplicada às ações educativas e preventivas que cercam o tema. Por exemplo:
- concluir uma trilha educativa sobre saúde mental;
- conhecer os canais de apoio disponibilizados pela empresa;
- participar de treinamentos para lideranças;
- responder a quizzes educativos;
- participar de iniciativas relacionadas a bem-estar;
- concluir conteúdos sobre prevenção ao assédio e relações respeitosas no trabalho.
O objetivo não é competir sobre saúde. É aumentar a vontade de participar de comportamentos educativos e preventivos que a empresa considera importantes.
Como fazer o Setembro Amarelo nas empresas sustentar o cuidado durante todo o ano?
O primeiro passo não é escolher a cor do banner. É definir qual comportamento a comunicação precisa estimular.
1. Defina ações concretas, não apenas mensagens
Antes de criar o primeiro conteúdo, faça uma pergunta: O que esperamos que as pessoas façam depois de receber essa comunicação?
Pode ser:
- conhecer os canais de apoio;
- entender como acessar um benefício de saúde;
- participar de uma ação educativa;
- responder a uma pesquisa;
- conhecer sinais que indiquem necessidade de buscar ajuda;
- saber para onde direcionar alguém que esteja precisando de suporte.
Isso muda completamente a lógica da campanha.
Em vez de medir somente quantas pessoas receberam um comunicado, a empresa começa a observar quantas pessoas realizaram a ação esperada.
É a diferença entre alcance e mobilização.
E essa é uma das principais dores dos profissionais de Comunicação Interna identificadas no ICP da Comunitive: dificuldade para mensurar o impacto das campanhas e transformar iniciativas em participação efetiva.
2. Transforme lideranças em agentes ativos da comunicação
A liderança não deveria aparecer apenas no vídeo institucional de abertura do Setembro Amarelo.
Gestores precisam compreender:
- quais recursos a empresa oferece;
- como comunicar esses recursos;
- como conduzir conversas de maneira respeitosa;
- para onde direcionar alguém que peça ajuda;
- quais comportamentos organizacionais merecem atenção.
Isso é especialmente relevante porque a Gallagher identifica a comunicação ineficaz dos gestores como uma das principais barreiras atuais da Comunicação Interna.
Uma possibilidade é criar uma jornada específica para gestores. Por exemplo:
Conteúdo inicial → orientação prática → vídeo curto → checklist → quiz de compreensão → material de consulta permanente.
Na Comunitive, essa jornada pode ser distribuída para públicos específicos e acompanhada por dados de participação.
Assim, Comunicação Interna deixa de presumir que “os líderes receberam a informação” e passa a saber quem realmente participou da iniciativa.
3. Crie canais permanentes de informação e escuta
Não adianta comunicar “estamos aqui para ouvir” se ninguém sabe onde falar.
A empresa precisa deixar claro quais canais existem, como utilizá-los e qual é a finalidade de cada um.
Dependendo da organização, isso pode envolver:
- pesquisas de clima;
- pulse surveys;
- canais de ética;
- canais de denúncia;
- programas de assistência ao colaborador;
- benefícios de saúde;
- atendimento psicológico;
- áreas de Pessoas e Cultura;
- Saúde e Segurança do Trabalho.
A Comunicação Interna tem um papel importante em tornar esses recursos visíveis e fáceis de encontrar.
Além disso, a escuta não deveria acontecer apenas uma vez por ano.
Pesquisas curtas e recorrentes podem ajudar a entender percepções e identificar temas que merecem mais atenção.
Aqui, vale um cuidado importante: plataformas de comunicação não substituem canais clínicos, assistenciais, jurídicos ou de denúncia.
Elas podem ajudar a tornar esses recursos conhecidos e acessíveis.
4. Segmente a comunicação
A mesma mensagem não funciona necessariamente para todo mundo.
Uma liderança administrativa, um colaborador de loja, uma pessoa em uma fábrica e alguém trabalhando remotamente vivem contextos diferentes.
Mesmo assim, muitas empresas ainda trabalham com uma comunicação praticamente igual para todos.
A Gallagher mostra que apenas 30% dos profissionais pesquisados estão satisfeitos com a capacidade de personalização dos canais atuais, enquanto muitos relatam dificuldades para segmentar mensagens de maneira eficaz.
No Setembro Amarelo, segmentação pode significar:
- uma jornada específica para gestores;
- conteúdos adaptados para profissionais operacionais;
- mensagens direcionadas por unidade;
- orientações específicas para determinadas regiões;
- comunicação mobile para pessoas sem acesso constante ao computador.
Quanto mais relevante a comunicação parece para quem recebe, maior a chance de ela sair do ruído.
5. Transforme conteúdo educativo em participação
Uma publicação não precisa terminar no botão “publicar”.
Depois de apresentar determinado conteúdo, convide as pessoas para uma próxima ação. Por exemplo:
Conteúdo educativo → Quiz rápido → Material complementar → Divulgação dos canais de apoio → Pesquisa de percepção
Essa sequência ajuda a transformar uma mensagem passiva em uma jornada.
Na Comunitive, desafios e mecânicas de gamificação podem apoiar esse movimento.
Não porque todo conteúdo precise virar jogo.
Mas porque desafios, progressão e reconhecimento podem ajudar a aumentar a participação em ações que normalmente enfrentariam baixa adesão.
A própria análise das newsletters de maior performance da Comunitive aponta que conteúdos com aplicação prática, dados, cases e gamificação associada a problemas reais tendem a gerar maior interesse.
6. Reconheça os comportamentos certos
Reconhecimento também pode fazer parte da estratégia.
Mas ele precisa estar associado aos comportamentos adequados.
Não faz sentido reconhecer alguém por compartilhar questões pessoais relacionadas à saúde.
A empresa pode reconhecer, por exemplo:
- lideranças que concluíram capacitações;
- equipes com boa adesão a jornadas educativas;
- colaboradores envolvidos voluntariamente em iniciativas de cultura;
- pessoas que participam de programas de qualidade de vida;
- multiplicadores de iniciativas de bem-estar.
O reconhecimento comunica algo importante: “esse comportamento tem valor para a nossa cultura.”
É assim que ele deixa de ser apenas recompensa e passa a funcionar como um reforço cultural.
7. Meça o que acontece depois da publicação
Quantas pessoas receberam a comunicação? Quantas visualizaram? Quantas concluíram a jornada? Quais áreas tiveram menor adesão? As lideranças participaram? Qual conteúdo gerou mais interesse? A participação caiu depois de setembro?
Essas perguntas ajudam Comunicação Interna e RH a sair do campo da percepção.
Segundo a Gallagher, 36% dos profissionais de Comunicação Interna colocaram melhorar a mensuração de impacto entre suas prioridades estratégicas.
E essa também é uma dor central do ICP da Comunitive: empresas querem mais visibilidade sobre participação, engajamento e impacto das iniciativas internas.
No fim, uma campanha só pode melhorar se a empresa consegue aprender com aquilo que aconteceu.
Como a Comunitive pode apoiar o Setembro Amarelo nas empresas?
A Comunitive é uma plataforma de Comunicação, Engajamento e Reconhecimento de colaboradores de forma gamificada.
Na prática, isso permite que uma empresa vá além da publicação de conteúdos isolados e estruture jornadas contínuas de comunicação. Um exemplo:
Semana 1 — Conscientização
Publicação de conteúdos educativos sobre saúde mental, prevenção e recursos de apoio disponíveis na organização. Os materiais podem ficar centralizados em um ambiente acessível pelo colaborador.
Semana 2 — Formação de lideranças
Criação de uma trilha segmentada para gestores. Ela pode reunir:
- vídeos;
- conteúdos;
- checklists;
- quizzes;
- materiais de apoio;
- orientações de encaminhamento.
Semana 3 — Mobilização
Desafios educativos e ações de bem-estar podem incentivar a participação sem expor informações pessoais. Por exemplo:
“Conheça os canais de apoio disponíveis na empresa.”
“Conclua o conteúdo sobre prevenção ao assédio.”
“Participe da ação de bem-estar desta semana.”
Semana 4 — Escuta
Uma pesquisa pode verificar:
- quantas pessoas conhecem os canais de apoio;
- quais conteúdos foram compreendidos;
- quais iniciativas tiveram maior adesão;
- como os colaboradores percebem a comunicação da empresa sobre o tema.
Outubro em diante — Continuidade
O conteúdo não precisa desaparecer quando o calendário vira. A empresa pode manter:
- jornadas educativas;
- campanhas de bem-estar;
- conteúdos segmentados;
- pesquisas recorrentes;
- treinamentos;
- ações de reconhecimento.
Na Comunitive, essas iniciativas podem ser centralizadas em um único ambiente, conectando comunicação, participação, gamificação, reconhecimento e mensuração.
A lógica é simples: Mensagem → ação → dado → aprendizado → próxima ação.
É assim que a Comunicação Interna deixa de funcionar apenas como um canal de distribuição e passa a ajudar a construir comportamento.
Comunicação contínua também ajuda a fortalecer acolhimento e cultura
Uma plataforma, sozinha, não resolve questões de saúde mental.
Mas ela pode ajudar a criar algo importante para uma estratégia contínua: mais proximidade, participação e acesso à comunicação da empresa.
Na Alpha Química, por exemplo, a Comunitive passou a fazer parte da estratégia de Comunicação Interna. Segundo Galvão Linhares, Assistente de Marketing da empresa:
“Desde a implementação da Comunitive, nossa Comunicação Interna nunca mais foi a mesma.
Com a plataforma, notamos que os colaboradores passaram a se sentir muito mais acolhidos pela empresa e estão cada vez mais empenhados em compreender e aplicar os valores da Alpha em seus cotidianos.”
O depoimento ajuda a mostrar uma mudança importante.
Quando Comunicação Interna deixa de funcionar apenas como um canal de divulgação e passa a estimular participação e conexão, ela contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e a relação entre empresa e colaboradores.
Em uma estratégia de Setembro Amarelo nas empresas, essa lógica pode aparecer de diferentes formas:
- manter conteúdos sobre saúde e bem-estar acessíveis durante todo o ano;
- segmentar orientações para diferentes públicos;
- criar jornadas educativas para colaboradores e lideranças;
- estimular a participação em pesquisas e iniciativas de bem-estar;
- acompanhar adesão e identificar grupos com menor alcance;
- reconhecer comportamentos que fortalecem uma cultura de cuidado.
O objetivo não é “gamificar a saúde mental”. É usar comunicação, engajamento e reconhecimento para que ações importantes não desapareçam quando setembro termina.
Perguntas frequentes sobre Setembro Amarelo nas empresas
A NR-1 não exige especificamente uma campanha de Setembro Amarelo. A norma determina que os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho sejam considerados no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Portanto, uma campanha de Comunicação Interna pode complementar uma estratégia de saúde, segurança e bem-estar, mas não substitui as obrigações relacionadas à identificação, avaliação e gerenciamento dos riscos ocupacionais.
O Setembro Amarelo não é uma campanha corporativa obrigatória para todas as empresas por força da NR-1. Trata-se de uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio difundida no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina. As organizações podem aderir à iniciativa e utilizar o mês como oportunidade para ampliar conversas sobre saúde mental, prevenção e acesso a recursos de apoio.
A Comunicação Interna ajuda a ampliar informação, participação, escuta e acesso aos recursos oferecidos pela organização, mas não substitui a gestão técnica dos riscos psicossociais. A atuação deve acontecer de forma integrada com RH, Pessoas e Cultura, Saúde e Segurança do Trabalho, lideranças e profissionais especializados.
A empresa pode transformar o Setembro Amarelo em ponto de partida para uma estratégia contínua de comunicação sobre saúde mental, bem-estar e cultura. Isso pode incluir:
manter canais de informação e escuta;
capacitar lideranças;
divulgar recursos de apoio;
realizar pesquisas;
segmentar comunicações;
promover ações educativas;
medir participação;
manter iniciativas ao longo do ano.
O ponto principal é não deixar todo o esforço concentrado em setembro.
Uma pessoa em sofrimento emocional pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188, gratuitamente e 24 horas por dia. Também é importante buscar atendimento em serviços de saúde e com profissionais qualificados. Em situações de emergência ou risco imediato à vida, devem ser acionados os serviços públicos de emergência adequados.
Resumo rápido: Setembro Amarelo nas empresas
- O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio difundida nacionalmente pela ABP e pelo CFM.
- Mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
- Em 2021, o Brasil registrou mais de 15,5 mil mortes por suicídio, aproximadamente uma a cada 34 minutos.
- Uma campanha isolada em setembro não substitui uma estratégia permanente de saúde mental no trabalho.
- A nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 está em vigor desde 26 de maio de 2026 e contempla fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no gerenciamento de riscos ocupacionais.
- A NR-1 não obriga empresas a realizar o Setembro Amarelo.
- Comunicação Interna pode ajudar a transformar informação em ação, estimulando conhecimento dos canais, participação em iniciativas, capacitação das lideranças e escuta.
- Comunicação + Engajamento + Reconhecimento criam um ciclo de participação contínua, em vez de concentrar toda a mobilização em um único mês.
- Gamificação deve ser aplicada com responsabilidade em temas de saúde mental, incentivando ações educativas e preventivas, nunca exposição de informações pessoais ou competição em torno do sofrimento.
- Mensuração importa: alcance, participação, conclusão de jornadas e adesão das lideranças ajudam a mostrar se a comunicação está realmente mobilizando.
- O CVV atende pelo telefone 188 gratuitamente, 24 horas por dia.
Setembro pode abrir uma conversa importante. Mas a cultura que sustenta essa conversa é construída durante os outros 11 meses.
Quando Comunicação Interna deixa de apenas transmitir mensagens e começa a mobilizar pessoas, gerar participação e medir ações concretas, iniciativas de bem-estar ganham continuidade e passam a fazer parte da experiência do colaborador.
Quer transformar campanhas pontuais em comunicação que continua gerando participação durante todo o ano?
→ Ver como a Comunitive sustenta uma Comunicação Interna contínua e transforma mensagens em ações.
Referências utilizadas neste artigo
- Ministério da Saúde — Boletim Epidemiológico nº 33 (2021), mortalidade por suicídio no Brasil
- Organização Mundial da Saúde (OMS) — Suicide fact sheet
- Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) — Campanha Setembro Amarelo
- Conselho Federal de Medicina (CFM) — Campanha Setembro Amarelo
- Setembro Amarelo — site oficial da campanha
- Ministério do Trabalho e Emprego — Portaria MTE nº 1.419/2024 (nova redação da NR-1)
- Ministério do Trabalho e Emprego — Portaria MTE nº 765/2025 (prorrogação do capítulo 1.5 da NR-1)
- Centro de Valorização da Vida (CVV)
- Gallagher — Employee Communications Report 2025








